Cirurgia de Vitrectomia

A vitrectomia é uma cirurgia ocular realizada para remover o vítreo — uma substância gelatinosa que preenche o interior do olho. Esse procedimento permite o acesso e tratamento de diversas doenças da retina e do vítreo, como descolamento de retina, hemorragias vítreas, membranas epirretinianas, buraco macular, entre outras condições que comprometem a visão.

A vitrectomia é uma cirurgia ocular realizada para remover o vítreo — uma substância gelatinosa que preenche o interior do olho. Esse procedimento permite o acesso e tratamento de diversas doenças da retina e do vítreo, como descolamento de retina, hemorragias vítreas, membranas epirretinianas, buraco macular, entre outras condições que comprometem a visão.

A vitrectomia é feita com o uso de instrumentos delicados e de alta precisão, através de pequenas incisões na parte branca do olho (esclera). O vítreo é removido e, dependendo do caso, substituído por soluções especiais, gás ou óleo de silicone, que ajudam na cicatrização da retina. O procedimento é realizado sob anestesia local ou geral, conforme a indicação médica e o perfil do paciente.

A vitrectomia pode ser indicada para diversas situações, como:

  • Descolamento de retina

  • Hemorragia vítrea (geralmente por retinopatia diabética)

  • Buraco macular

  • Membranas epirretinianas ou tração vítreo-macular

  • Corpos estranhos intraoculares

  • Infecções oculares graves (endoftalmite)

  • Complicações de cirurgias anteriores

A avaliação com o oftalmologista especialista em retina é essencial para definir a necessidade e o momento ideal da cirurgia.

A recuperação depende do tipo de procedimento realizado e do uso ou não de substâncias como gás ou óleo de silicone. Em alguns casos, é necessário manter o rosto virado para baixo por alguns dias (posição de repouso específica) para garantir que a retina cicatrize adequadamente.

Durante o pós-operatório, é comum ocorrer visão embaçada temporária, leve desconforto ocular e sensibilidade à luz. O retorno às atividades varia entre 1 e 4 semanas, mas o acompanhamento regular com o especialista é indispensável.

  • Usar corretamente os colírios e medicamentos prescritos

  • Evitar esforço físico, abaixar a cabeça ou dormir de lado (caso contraindicado)

  • Não coçar ou apertar os olhos

  • Comparecer às consultas de revisão conforme orientação médica

  • Em casos com uso de gás intraocular, evitar viagens de avião ou altitude elevada

  • Melhora significativa da visão em condições tratáveis

  • Prevenção da progressão de doenças que poderiam levar à cegueira

  • Redução de hemorragias, tração ou distorções na retina

  • Possibilidade de restaurar a anatomia ocular em casos complexos

A vitrectomia pode ser decisiva para preservar a função visual e prevenir sequelas permanentes.

Embora seja uma técnica altamente especializada e segura, a vitrectomia, como qualquer cirurgia ocular, apresenta riscos. Entre os principais estão infecção, sangramento, aumento da pressão ocular, catarata secundária e, em casos raros, descolamento de retina recorrente.

O risco varia conforme a condição tratada, a complexidade do caso e a resposta individual do paciente. A escolha de uma equipe experiente e o seguimento rigoroso das orientações médicas reduzem significativamente essas chances.