Cirurgia de Descolamento de Retina​

O descolamento de retina é uma condição grave e urgente, em que a retina — camada responsável por captar as imagens dentro do olho — se desprende da parede ocular, interrompendo seu funcionamento e podendo levar à perda permanente da visão, se não tratada rapidamente.

É um procedimento ocular que visa recolocar a retina no lugar correto, permitindo sua aderência novamente à parede do olho e restaurando seu funcionamento. O tipo de cirurgia depende do tipo, da extensão e da localização do descolamento.

Existem três técnicas principais, escolhidas de acordo com o caso:

  • Retinopexia pneumática: uma bolha de gás é injetada no interior do olho para pressionar a retina contra a parede ocular. É usada em casos específicos, geralmente com descolamentos pequenos e localizados.

  • Indentação escleral (buckling): uma faixa de silicone é suturada na parte externa do olho (esclera) para empurrar a parede ocular contra a retina, auxiliando na sua reaproximação.

  • Vitrectomia: técnica mais comum e moderna, especialmente nos casos complexos. Consiste na retirada do vítreo (gel que preenche o interior do olho), permitindo o acesso à retina para reposicionamento e aplicação de laser. Ao final, injeta-se gás ou óleo de silicone para manter a retina no lugar até a cicatrização.

  • Descolamento de retina regmatogênico (com ruptura na retina)

  • Descolamento tracional (associado a tração da retina por alterações vítreas, comum em diabéticos)

  • Casos com risco de envolvimento macular (área central da visão)

  • Presença de rupturas retinianas com risco iminente de descolamento

A recuperação varia de acordo com o procedimento:

  • O paciente deve manter posição específica da cabeça nos dias após a cirurgia (especialmente quando é usada bolha de gás)

  • A visão pode ficar turva por semanas ou meses

  • Atividades físicas devem ser evitadas no início

  • Viagens de avião estão proibidas temporariamente em casos com gás intraocular

  • Uso rigoroso de colírios conforme prescrição médica

  • Evitar coçar ou apertar o olho operado

  • Não realizar esforço físico nos primeiros dias

  • Evitar exposição solar sem óculos escuros

  • Manter a posição indicada pelo médico, principalmente se houver gás

  • Acompanhar rigorosamente o pós-operatório com o especialista

A retina é uma estrutura delicada. Quanto mais precoce for o diagnóstico e o tratamento, maiores as chances de recuperação visual.

  • Salvar a visão ou preservar o máximo possível da acuidade visual

  • Recolocar a retina no lugar, permitindo que volte a captar luz e imagens

  • Evitar complicações mais graves, como glaucoma secundário ou proliferação vítreo-retiniana

Mesmo sendo uma cirurgia eficaz e segura, os riscos podem incluir:

  • Infecção ocular

  • Hemorragia intraocular

  • Aumento da pressão ocular (glaucoma)

  • Formação de catarata (em casos com vitrectomia)

  • Redescolamento da retina (necessitando nova cirurgia)

  • Formação de membranas epirretinianas ou distorções visuais residuais